| O que é fáscia |
|
|
|
Flexibilizar os tecidos, descolar as camadas umas das outras e reposicioná-las, reduzindo as torções e os encurtamentos, estão entre as principais tarefas empreendidas no processo de integração. No final, esperamos encontrar conjuntos de fáscia e músculos dotados de mais e melhor plasticidade – o que favorece as trocas metabólicas e promove a saúde. Além disso, uma estrutura corporal mais bem organizada está também mais receptiva à experiência sensorial, base física da própriocepção e do autoconhecimento. A fáscia é um dos vários grupos de tecido conjuntivo. No óvulo fecundado, em poucos dias já são discerníveis três sistemas funcionais - o ectoderma, o endoderma e o mesoderma. O Método Rolf considera as estruturas derivadas do mesoderma, o último dos sistemas a se desenvolver. Nele existe uma subdivisão, chamada mesênquima, que irá formar os ossos, os músculos, os ligamentos, os tendões e a fáscia. Esse conjunto de tecidos, em qualquer ser humano, é o responsável pela nossa posição no espaço físico tridimensional. É o espaço que nos diferencia e individualiza em relação ao espaço externo. É comum pensar o corpo apenas em termos de ossos, músculos e nervos. Para facilitar a compreensão do que é e qual a importância da fáscia no corpo humano, Ida Rolf evocou a imagem de uma laranja. Nessa fruta, a "fáscia" seria a película que forma, separa e ao mesmo tempo une cada um de seus gomos. É ela que cria as condições estruturais que dão forma à laranja - e nos pemite reconhecê-la como tal. No corpo humano, a fáscia tem a mesma função, com a diferença básica de que o corpo humano é uma estrutura viva em constante movimento. "A fáscia é (também) uma camada protetora. |